O que fazer em Inhotim

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Figurando entre os principais destinos de Minas Gerais e conhecido mundo a fora, o Instituto Inhotim vem despertando nos brasileiros a curiosidade e o gosto pela arte contemporânea.

E se você é um desses curiosos, mas ainda não sabe o que fazer em Inhotim, nesse post vou te dar várias dicas.

O Instituto abriu definitivamente ao público no ano de 2006, mas muito tempo antes, ele começou a ser idealizado por Bernardo, empresário local e quem adquiriu as terras que abrigam o museu/jardim botânico. 

Mas de onde vem o nome Inhotim?

Segundo os moradores de Brumadinho, havia um inglês que administrava a propriedade de uma antiga mineradora, seu nome era Timothy – o Sr. Tim –  que em bom mineirês se transformou em Nhô Tim ou Inhotim. Genial não é?! 

A história do Instituto começa na década de 80, quando o empresário do ramo minerador Bernardo de Mello Paz adquire uma fazenda na comunidade de Inhotim, sim, Inhotim muito antes de ser o que é hoje, era uma comunidade da cidade de Brumadinho, que pertenceu a uma antiga empresa mineradora do século XIX.

O empresário era apreciador e colecionador de obras de arte modernas, e tinha um acervo incrível.

Com o passar dos anos, ele acabou tomando gosto pela arte contemporânea, e após insistência de amigos e apreciadores, abriu sua galeria de artes na fazenda para o público, com visitas previamente agendadas.

Rapidamente, Bernardo comprou dos moradores da comunidade as propriedades vizinhas, se tornando o único dono da área de quase 800 hectares que hoje compreendem o Instituto. 

Quatro Motivos para Visitar Inhotim

A história de Inhotim é muito interessante e com passagens controversas, mas polêmicas a parte, é um lugar que todos deveriam visitar, pois é realmente incrível.

Se você ainda não sabe o que fazer em Inhotim, vou te dar quatro bons motivos, que vão te ajudar a decidir sua viagem.

1º Motivo – É o maior museu de arte a céu aberto 

Você sabia que o Instituto Inhotim é o maior museu de arte contemporânea a céu aberto do mundo?

Nos seus quase oitocentos hectares, o museu abriga mais de 500 obras de arte contemporânea, nas dezenas de galerias e em instalações a céu abertos, espalhadas por seu imenso território.

Nomes como Helio Oiticica, Vik Muniz, Adriana Varejão, Cildo Meireles, Tunga e Cristina Iglesias, compõem o time de mais de 80 artistas, vindos de 26 países, que assinam as centenas obras que você pode (e deve) contemplar caminhando pelo Instituto. 

2º Motivo – Além de museu a céu aberto, é um lindo Jardim Botânico

Claro que com essa área enorme, não seriam as obras de arte as únicas a fazer sucesso. A natureza vista em Inhotim é tão exuberante, que em 2010, ele foi considerado Jardim Botânico, pela Comissão Nacional dos Jardins Botânicos.

São sete jardins temáticos, quatro lagos artificiais e mais de 4.200 espécies de plantas, algumas ameaçadas de extinção.

Há boatos que Burle Marx foi o paisagista responsável por toda essa beleza, mas a verdade é que várias pessoas atuaram no paisagismo de Inhotim, principalmente, Pedro Nhering e Luís Carlos Orsini.

Apreciar a natureza deve entrar no seu roteiro do que fazer em Inhotim.

3º Motivo – Possui obras e galerias interativas

Se você pensa que só o que tem pra fazer em Inhotim é caminhar e apreciar as obras e a natureza, está enganado.

Várias obras de arte presentes no Instituto são interativas, como a Galeria Cosmococa de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida, colchões, balões e redes espalhadas por uma sala com imagens aleatórias e música ambiente te convidam a relaxar e deixar seu pensamento fluir.

E a obra Piscina, de Jorge Macchi, uma enorme piscina e formato de agenda telefônica, em que o visitante pode mergulhar, e vários mergulham mesmo!

Há outras várias obras e galerias interativas espalhadas por Inhotim, você vai esquecer o mundo lá fora.

4º Motivo – Fica na cidade de Brumadinho

Além do próprio Inhotim, a cidade de Brumadinho tem outras atrações para oferecer a seus visitantes.

Distante apenas 60 km da capital Belo Horizonte, o município tem como seu principal cartão postal a Serra da Moeda, onde você tem uma vista ampla e magnífica da cidade.

Além disso, você pode aproveitar sua visita para conhecer o vilarejo de Piedade do Paraopeba, um dos mais antigos de Minas Gerais, onde está a histórica Igreja Nossa Senhora da Piedade do Paraopeba, erguida em 1729, e apreciar algumas casas ainda preservadas.

Você pode ainda visitar o Sítio Histórico Quilombo do Sapé e o Parque Estadual Serra do Rola Moça, ambos pertencente à cidade.

Agora, além de saber o que fazer em Inhotim, você já sabe o que fazer em Brumadinho também!

Como visitar e o que fazer em Inhotim

Já faz um tempo que Inhotim deixou de ser uma “escapadinha” no roteiro de quem viaja a Belo Horizonte, para ser o destino principal de quem viaja pela região da Serra da Moeda.

Obviamente que a capital mineira tem inúmeros atrativos para serem visitados, com os mais de doze mil botecos espalhados pela cidade, mas eu reservaria essa visita para uma viagem à parte, e iria direto para região de Brumadinho, onde além do Instituto Inhotim, há vários outros pontos para conhecer. 

Com uma área para visitação de 140 hectares, é praticamente impossível, e pouco aproveitável, ver todas as galerias e jardins em apenas um dia.

Se você quer ver e conhecer tudo o que tem para fazer em Inhotim, minha dica é que você reserve dois dias do seu roteiro, para poder caminhar sem pressa, e desfrutar de tudo com calma.

É claro que se você tiver somente um dia para fazer o passeio, faça-o com certeza, mas recomendo que você pesquise e estude antes as galerias, dando preferência para os artistas e obras que mais deseja conhecer, deixando o restante para quando puder voltar ao Instituto.

Se você tiver tempo, reserve dois dias inteiros para o passeio, e eu diria até que é melhor você não pesquisar praticamente nada sobre o local, e caminhar livremente pelos jardins e galerias, deixando-se impressionar a cada passo.

Acredite, esse é uma das melhores experiências para fazer em Inhotim!

Para facilitar a caminhada do visitante, existem três trilhas marcadas pelo parque, a laranja, a rosa e a amarela.

No caso da sua visita durar dois dias, sugiro as trilhas rosa e amarela para o primeiro dia, e a trilha laranja para o segundo.

Para agilizar o passeio ou para quem tem pouco tempo para aproveitar o complexo, o Instituto disponibiliza carrinhos elétricos, com um valor pago à parte. Se você tiver apenas um dia no seu roteiro, vale a pena investir no carrinho e poder conhecer mais coisas. 

Não se esqueça de ir com roupas e calçados confortáveis, e leve água, já que a caminhada pelas trilhas é longa, porém deslumbrante. 

Será que além das trilhas pelos lindos jardins e as exuberantes obras de arte, tem algo mais para fazer em Inhotim? Tem sim!

No Instituto há um belo teatro, com capacidade para mais de duzentas pessoas, um espaço multimídia chamado “igrejinha” e uma sala para reuniões e pequenos eventos chamada “tamboril”.

Nesses espaços são oferecidos shows, peças teatrais, oficina de artes, palestras e outros eventos, além dos vários eventos a céu aberto.

Confira a programação no site oficial, quem sabe você não consegue conciliar sua viagem com um show do Lenine, por exemplo, para fechar com chave ouro!

E como se tudo isso não bastasse, você encontra alguns restaurantes espalhados pelo complexo, desde o mais fino e caro, como o Tamboril, até o mais acessível, como o Oiticica.

Além disso, há lanchonetes, hamburgueria, casa de sucos e açaí e um café. Sempre com uma vista linda para os jardins ou para os lagos, tornando sua experiência completa. 

Já vimos aqui que o que não falta para fazer em Inhotim é apreciar suas dezenas de galerias e jardins.

E apesar de que tudo que há no complexo seja incrível, há aquelas atrações que são imperdíveis:

  • Como o Vandário – espaço que reúne mais de 350 espécies de orquídeas do grupo das vandáceas;
  • a Galeria Adriana Varejão – com uma construção única, que interage com um dos lagos e lindos azulejos;
  • a obra Invenção da Cor, Penetrável Magic Square, de Hélio Oiticica – várias paredes coloridas, dispostas a céu aberto, que rendem belíssimas fotos;
  • o Sonic Pavilion, de Doug Aitiken – uma sala redonda, com paredes de vidro, onde você pode escutar sons vindos de 200 metros abaixo da superfície da Terra, curioso e atordoante ao mesmo tempo!

Claro que essas são as atrações que, para mim, são imperdíveis, mas as opções do que fazer em Inhotim são incontáveis. 

Quando ir para Inhotim

Podemos dizer que não há uma época ideal para visitar o Instituto Inhotim, porém é bom que você saiba um pouco do clima da região.

Os meses com maior incidência de chuva são entre novembro e fevereiro, com algo entre 200 e 300 mm, e nos meses de março e outubro, cerca de 150mm, por isso, se sua visita for nessa época, não esqueça a capa de chuva e uma mochila impermeável, principalmente para a câmera e o celular, já que mesmo os dias cinzas rendem lindas fotos, e protetor solar, pois são dias de sol forte.

Já os meses mais secos são entre abril e setembro, quando chove muito pouco, faz um friozinho pela manhã, e após o meio dia você já pode tirar os casacos.

Então vai depender do sua preferência climática e do que você quer fazer Inhotim, para poder definir a época da sua viagem. 

Já em questão de fluxo de visitantes, os dias mais procurados são as sextas, sábados, domingos e quartas.

Nos finais de semana, por motivos óbvios, o Instituto costuma lotar, principalmente de turistas que costumam emendar sua viagem a BH com Inhotim.

Já nas quartas, o movimento é grande devido à entrada gratuita. Na minha opinião, os melhores dias para visitação são terça e quinta, onde o fluxo de visitantes é bem menor.

Para não ter que pular um dia, recomendo que você inicie a visita na terça e termine na quarta, economizando o valor de um ingresso. Nas segundas o complexo fecha para manutenção. 

Como chegar em Inhotim

Para chegar a Inhotim, saindo de BH, você tem algumas opções, como van, ônibus e carro. Se você optar ir de avião, terá que descer em um dos aeroportos de BH (Confins e Carlos Prates) já que não há aeroporto na cidade de Brumadinho, que fica a 60 km da capital mineira.

Se você tiver disposição para dirigir, pode alugar um carro ainda em Belo Horizonte e dirigir por pouco mais de 1 hora até chegar ao Instituto, que na minha opinião, é a melhor opção, já que você pode aproveitar o carro e passear por Brumadinho e suas outras lindas atrações.

Essa opção é perfeita para quem vai para Brumadinho apenas para conhecer o Inhotim, com a intenção de se hospedar na capital.

Se caso você esteja montando seu roteiro sobre o que fazer em Inhotim e quer incluir também Brumadinho, uma boa opção (custo-benefício) é fazer o trecho de ônibus.

A vantagem de ir de ônibus, é que você consegue programar sua volta para a capital, sem precisar ir e voltar no mesmo dia, e aproveitar a cidade de Brumadinho, que como já vimos aqui, tem outras várias lindas opções de passeio. 

Se nenhuma dessas opções te agradar e você quiser fazer seus próprios horários, pode pegar um táxi na saída do aeroporto, que te custará a bagatela de R$200, no mínimo. 

Onde se hospedar em Inhotim

Booking.com

Para se hospedar em Brumadinho, as opções são inúmeras, e vão desde o hostel mais simples – custando algo em torno de R$70, passando pelos hotéis – saindo a partir de R$200, ou as pousadas nas Serras da Moeda e Rola Moça, com diárias a partir de R$400, vai do seu gosto e do seu bolso.

Como um bom viajante, recomendo você se hospedar num hostel, pois além da economia na estadia e também na alimentação, você pode conhecer pessoas de diferentes locais e países, já que milhares de turistas estrangeiros já passaram por Inhotim. 

Dicas para os visitantes em Inhotim

O ingresso para entrar no Instituto Inhotim sai por R$44, de terça a domingo, e as quartas a entrada é gratuita, porém você deve retirar o ingresso com antecedência, e há opção da meia entrada (consulte as condições em inhotim.org.br/visite/ingresso).

O complexo abre para visitação a partir das 9h30 e fecha às 16h30 (terça a sexta) e às 17h30 (sábado, domingo e feriado).

Já os restaurantes abrem somente das 12h às 16h, fique atento aos horários. 

Apesar da visita ao complexo ser mais bem aproveitada se feita a pé, já vimos que você tem a opção de fazer os percursos em carrinhos elétricos, e a diária sai por R$30 por pessoa.

Se caso você não tiver tempo ou se tiver dificuldade de locomoção, essa é uma boa alternativa.

E por último, o Inhotim oferece guarda-volumes grátis, ou seja, você não vai precisar carregar sua mochila nas costas enquanto caminha pelo complexo. 

Agora que você já sabe quando e como ir, onde se hospedar e o que fazer Inhotim, que tal programar suas próxima férias e conhecer esse lugar único no mundo?!

Planeje sua viagem para Inhotim

Após um turbilhão de informações no decorrer desse post, vou te dar a última dica: Em viagem, tempo é dinheiro. Para economizar seu tempo, agrupei todos os sites que sempre utilizo em minhas viagens, Fica Ativo e Planeje-se.

Para planejar uma viagem, começo sempre pela hospedagem. Quando minha intenção é descanso e curtir o hotel vou de Zarpo. Se for um passeio onde quero aproveitar todas as experiências da cidade prefiro o Booking.

É tão recomendável que chega a ser obrigatório. O seguro viagem tem muitos pontos positivos, mas o principal para mim são os cuidados relativos à saúde, você pode entender mais sobre o assunto no artigo “Porque contratar um seguro viagem nacional?” ou fazer cotação através do Seguros Promo.

#FicaAtivoNoCupom: até o dia 14/12/2020 o Seguros Promo está com uma promoção única de 15% de desconto em todos os planos de seguro viagem usando o cupom BRASIL. Ah! E pagando via boleto bancário você tem mais 5% de desconto.

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O momento em que vou bater o martelo da data da próxima viagem, utilizo o site que encontro os melhores preços e promoções de passagens áreas: Passagens Promo.

A Resolvvi te ajuda a solucionar problemas de voos atrasados, cancelados, overbooking ou perda de conexão. Você só precisa contratá-la quando de fato passar pelo perrengue e só paga se ganhar a ação.

Decidiu não ir pelos ares? Quando eu viajo de ônibus, pesquiso os horários, preços e as linhas de destino pelo ClickBus.

Daniel Gualberto
O desejo de poder sempre viajar e compartilhar minhas dicas com a maior quantidade de pessoas, me levou a entrar no mundo dos blogs e mídias sociais, e um dia ter o Fica Ativo e Viaja (#FAV) como um das mais respeitadas referência em blog de viagens do Brasil.

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